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02 O Segundo Templo - Ag 2.1-9

DESENVOLVIMENTO

PROBLEMA: A GLÓRIA DO SEGUNDO TEMPLO É MENOR QUE A GLÓRIA DO PRIMEIRO TEMPLO

Estamos no último dia da festa dos Tabernáculos.[1] Há menos de um mês Ageu se levantara e falara (Ag 1.1-15).[2] Há 50 anos essa festa não é comemorada em Jerusalém. Há alguns dias Deus rompera o silêncio de aproximadamente 50 anos (a última vez que falara foi através de Ezequiel), falando ao povo através do profeta Ageu. Essa festa dos Tabernáculos (ou Cabanas/Tendas) é comemorada por causa das colheitas dos últimos frutos do outono, antes das grandes chuvas de inverno, e relembra o tempo em que Israel habitou em tendas no deserto.[3] É um momento em que muitos judeus vão ao Templo para festejar e após muitos anos esta é a primeira vez que está sendo comemorada em Jerusalém após o retorno do exílio babilônico. Em meio à festa, que deve ser muito alegre (Lv 23.40), mas que não é comemorada como antes, pois a reconstrução do Templo, local de encontro do povo, está apenas começando e as colheitas, que são o motivo da festa ainda estão escassas, o profeta Ageu, que já havia falado ao povo, ao governador e ao sumo sacerdote dias atrás, sobe em um local alto e no meio da festa diz: “Pergunte o seguinte ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Sealtiel, ao sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e ao restante do povo: ‘Quem de vocês viu este Templo em seu primeiro esplendor? Comparado a ele, não é como nada o que vocês vêem agora’”? (Ag 2.2-3). Essas palavras de Ageu são muito pertinentes, pois durante a festa dos Tabernáculos que está sendo comemorada, o povo habita durante uma semana em cabanas, para se lembrarem da peregrinação no deserto, tempo em que viveram em cabanas. Assim, os habitantes de Jerusalém que têm suas casas, estão neste momento vivendo em cabanas. Este é o mesmo sentimento com relação ao Templo, pois a glória do segundo Templo não se compara a glória do primeiro Templo! Estas perguntas também incomodam os habitantes de Jerusalém, pois quando os alicerces do segundo Templo foram lançados, houve um misto de gritos de júbilo e choro, conforme relata Esdras: “Mas muitos dos sacerdotes, dos levitas e dos chefes das famílias mais velhos, que tinham visto o antigo Templo, choraram em alta voz quando viram o lançamento dos alicerces desse Templo; muitos, porém, gritavam de alegria. Não era possível distinguir entre os sons dos gritos de alegria e o som do choro, pois o povo fazia enorme barulho. E o som foi ouvido a grande distância” (Ed 3.12-13). Alguns que retornaram do cativeiro babilônico tinham visto o primeiro Templo, o Templo de Salomão, e agora, diante dos alicerces do segundo Templo, se entristecem e choraram,[4] pois a glória do segundo Templo não se compara a glória do primeiro Templo. O Templo de Salomão era incrível em sua exuberância, beleza e tamanho. Media aproximadamente 44m de comprimento por 30m de largura, a cobertura era de cedro, e o interior era de ouro puríssimo e de outros materias preciosos. O Santo dos Santos media aproximadamente 10m X10m e havia dentro dos Santo dos Santos dois Querubins de 5m de altura por 5m de comprimento de uma asa a outra e o mais importante: a Arca da Aliança estava lá. Este Templo foi construido por aproximadamente 30.000 israelitas, 150.000 trabalhadores de outras nações supervisionados por mais de 3.800 inspetores.  O segundo Templo é muito menor, reconstruido por poucos trabalhadores desanimados. Mede 28,80m X 28,80m, parecendo um caixote. O material usado é muito inferior, mesmo o povo de Israel recebendo materiais de outros povos (Ed 6 1-12). E principalmente, a Arca da Aliança, assim como os Querubins que estavam no Templo de Salomão, agora não estão mais lá, pois estão perdidos desde a invasão babilônica.

Para entendermos esse sentimento, é necessário entendermos o significado do Templo para o povo judeu. O Templo foi destruido pelo exército babilônico, que invadiu e destruiu Jerusalém por causa do pecado do povo de Judá, que não se arrependeu. Junto com a destruição da cidade de Jerusalém, também foi destruido o Templo de Jerusalém. O Templo representa a presença de DEUS entre Seu povo, povo este que é teocrático e tem no Templo o centro de sua teocracia e vida social. A destruição do Templo ou sua reconstrução agora inferior a glória do primeiro Templo é um sinal de derrota, de abandono, de vergonha e tristeza e expõem diante do povo o resultado de sua conduta, de seu pecado, pois a glória do segundo Templo não se compara a glória do primeiro Templo. 

O SENHOR faz estas perguntas, pois muitos dos que retornaram do exílio não conhecem o Templo, a não ser pelas histórias contadas pelos mais velhos. Na Babilônia eles cultuavam o SENHOR nas sinagogas, que surgiram lá para a leitura e ensino das Escrituras.

A pergunta que fica no coração do povo é: “Será para sempre assim? A glória do primeiro Templo nunca mais será restituida?’, porque há um sentimento de inferioridade, com relação ao Templo, em seus corações, pois a glória do segundo Templo não se compara com a glória do primeiro Templo.

ATITUDES A SEREM TOMADAS

  1. 1. “Coragem” – imperativo. Literalmente “fique firme”. Ordem dada ao governador, ao sumo sacerdote e ao povo.

Por três vezes o Senhor dá essa ordem. Essa palavra ocorre muitas vezes no Antigo Testamento, em especial em 2Crônicas e Neemias (39 vezes em ambos os livros). Esdras, livro que narra o mesmo período que Neemias cita-a cinco vezes. Porém, comparando o tamanho dos livros, é digno de destaque o uso que Esdras/Neemias faz da palavra: 44 vezes. Isso não é sem motivo, pois esses livros narram exatamente o mesmo período de Ageu e nesses livros essa palavra recebe a tradução de forte, fortalecer, reparar e trabalhar. É a mesma palavra usada pelo Senhor quando falou com Josué, diante do grande desafio que tinha de conduzir o povo de Israel na conquista da Terra de Canaã (Js 1.6-9):

Seja forte e corajoso, porque você conduzirá este povo para herdar a terra que prometi sob juramento aos seus antepassados. Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar. Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido. Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem desanime, pois o SENHOR, o seu Deus, estará com você por onde você andar. (Grifo meu)

 

            Interessante que com Josué o Senhor também fala três vezes nessa primeira perícope.  

            “Fiquem firmes” é o significado. Josué, diante do gigantesco desafio de conduzir Israel na tomada da terra sem Moisés, pois estava morto, deveria permanecer firme. Zorobabel, Josué e o povo, diante do enorme desafio de restauração do Templo e do fato de que a glória do segundo Templo é muito menor do que a glória do primeiro Templo, também deveriam ficar firmes.

            Nós, hoje, diante de tamanhos desafios em nossa comunidade local e do fato de que parece que não conseguiremos muita coisa, devemos nos manter firmes. Manter-nos firmes é crer no Deus que professamos e mantermo-nos firmes, não firme. O imperativo foi para o governador, o sumo sacerdote e todo o povo: para a comunidade. Contra tudo o que nos diz o contrário, devemos permanecer firmes. Diante de problemas dos mais variados, de más notícias, de incapacidades e limitações, devemos nos manter firmes. Essa é atitude passiva.    

  1. 2.“Trabalhai” – imperativo.

O segundo imperativo gera uma atitude ativa. “Trabalhai” é fazer com a mão. Por isso aparece 55 vezes em Neemias e 11 em Esdras. O povo deve permanecer firme e trabalhar, ou seja, “colocar as mãos na massa”. A ordem de Deus não é apenas ficar firme, mas agir, trabalhando.

Muitos em nossa comunidade ficaram firmes, mas pararam de trabalhar. É momento de “arregaçarmos as mangas” e “pegar no batente”. Precisamos fazer reparos estruturais nas dependências da comunidade, de líderes, professores, pessoas que desejem abrir suas casas para encontros de oração e estudos bíblicos, atingindo assim amigos e vizinhos. De fato, parece que todo trabalho agora é inútil, pois diante de nós temos algo que nos desencoraja, mas a ordem de Deus é para trabalharmos.     

Por que devemos “permanecer firmes” e “trabalhar”?

GRAÇA

  1. 1.“Presença” – “Porque eu estou com vocês, declara o Senhor” (2.4b).

O sentido é de que o Espírito está “parado, fincado como estaca no meio do povo”.[5] Isso porque o particípio hebraico denota ação contínua, isto é, engloba tanto o passado como o presente. Deus estivera entre seu povo no passado, até mesmo entre os desastres, e continuava entre eles agora (Êx 29.45-56).[6] Mesma conotação de Mt 28.20?  

 

 

 

  • ØDevocionais: presença de Deus.
  • Ø“Não temais!”

Verso 7: Se concretiza em Esdras 6.1-18 e plenamente em Mt 2.11-12.

Promessa: “‘A glória deste novo Templo será maior do que a do antigo’, diz o Senhor dos Exércitos. ‘E neste lugar estabelecerei a paz’, declara o Senhor dos Exércitos” (Ag 2.9).

Realidade com o “Templo de Herodes” (cf. Mc 13.1),[7] mas plenamente em Jesus, o verdadeiro Templo (cf. Jo 2.21-22).

            O próprio Senhor responde a pergunta que fez em 2.3.[8]

  1. 1.Segundo Templo mais glorioso do que o primeiro.
  2. 2.Paz

 

 

CONCLUSÃO



[1] 17/10/520 a.C. In: RAYMONDE, E.B., FITZMYER, J.A e MURPHY, R.E (Editores). Novo Comentário Bíblico São Jerônimo. Antigo Testamento. [Trad. Celso Eronides Fernandes]. São Paulo: Academia Cristã e Paulus, 2007, p. 704; SCHWANTES, Milton. Ageu. Petrópolis, RJ: Vozes e Sinodal, 1986, p. 41.

[2]SCHWANTES, 1986, p. 42; BALDWIN, Joyce G. Ageu, Zacarias e Malaquias. Introdução e comentário. [Trad. Hans Udo Fuchs]. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1972, p. 36.

[3] SCHWANTES, 1986, p. 42.

[4] RAYMONDE, FITZMYER e MURPHY, 2007, p. 704.

[5] SCHWANTES, Milton. Ageu. Petrópolis, RJ: Vozes e Sinodal, 1986, p. 44.

[6] BALDWIN, 1972, p. 37.

[7] BALDWIN, 1972, p. 38.

[8] SCHWANTES, Milton. Ageu. Petrópolis, RJ: Vozes e Sinodal, 1986, p. 47.