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Treinamento - Igreja Presbiteriana de Novo Campos Elísios

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Aula 4 Exercícios

 

EXEGESE

Ele lhes disse: Por isso, todo mestre da lei instruído quanto ao Reino dos céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”.

Mateus 13.52 (NVI)

 

Exercício I: Leia a epistolo de Paulo a Tito e responda as seguintes perguntas:

ü  O que são “boas obras” em Tito?

ü  Como surgem as “boas obras”?

 “Fiel é esta palavra, e quero que você afirme categoricamente essas coisas para que os que creem em Deus se empenhem na prática de boas obras”. O que significa “boas obras” em Tito? Essa expressão também aparece em 1.16 (negativamente) e em 2.14 (positivamente, como resultado da ação de Deus em Jesus). No Brasil, o maior país espírita do mundo, “boas obras” rapidamente ganhará o sentido de praticar caridade àqueles que sofrem e isso com um objetivo bem claro: a reencarnação. Ou, num sentido mais cristão, mas ainda longe do sentido original, se esforçar sobre humanamente para praticar as leis e assim agradar Deus. Mas a pergunta que devemos fazer aqui é: O que são “boas obrasem Tito? A carta deve responder. De acordo com a carta, “boas obras” é um estilo de vida descrito em 2.1-10 e que é resultado do gracioso agir de Deus em favor de seu povo, relatado em 2.11-15. O mesmo movimento acontece em 3.1-3 (“boas obras”) e 3.4-7 (graça de Deus). Em suma, podemos afirmar que “boas obras” é um estilo de vida resultado da graça de Deus na vida da pessoa.

 

Exercício II: Retomando a análise que fizemos de Judas, qual a relação dos exemplos citados nos versos 12 e 13 com os exemplos já analisados dos versos 5 a 7 e 11? Após entender essa relação, qual o ensino de Judas à igreja para que esta resolva tais problemas?

As relações são as seguintes:

1º Grupo: “Rochas submersas” e “pastores” – incredulidade e interesses pessoais

As “rochas submersas” são literalmente “recifes”, ou seja, “manchas na água” que podem afundar os navios. As “rochas” estão lá, mas não são facilmente identificadas e por isso podem “destruir” aqueles que se aproximam. Estas pessoas estão nas festas da fraternidade, isto é, nas refeições comunitárias dos primeiros cristãos, mas não são verdadeiros cristãos.[1] Eles são responsáveis pelo ensino errado, pois são incrédulos. Por causa da incredulidade, são “pastores que só cuidam de si mesmos”. Essa afirmação deixa claro que entre esses incrédulos que promoviam o ensino errado estavam pessoas responsáveis pelo ensino na comunidade. Assim, ecoando o texto de Ezequiel 34.2, 8 e 10, Judas faz referência a tais pessoas. Como “rochas submersas”, esses “mestres” estão interessados apenas em saciar a fome e por serem incrédulos não se preocupam com as ovelhas, mas apenas com seus próprios interesses.[2]

2º Grupo: “Nuvens” e “árvores” – rebelião sem frutos

            As “nuvens” passam, mas não trazem a chuva, tão preciosa para a agricultura. São “nuvens” estéreis, sem chuva (cf. Pv 25.14). Semelhantemente, essas pessoas são como “árvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz”. O outono era a estação seguinte a estação dos frutos no oriente, mas mesmo na estação dos frutos, essas “árvores” não frutificaram. Por isso são “arrancadas” pelas raízes, isto é, são tirados da comunidade e secam, tornando-se “duas vezes mortas”.[3] Essas pessoas não geram frutos com seus ensinos que transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam o senhorio e a soberania de Jesus Cristo.

3º Grupo: “Ondas” e “estrelas” – imoralidade e auto-condenação

            A imagem das “ondas bravias do mar, espumando seus próprios atos vergonhosos” fazem eco a Isaías 57.20. As “ondas” trazem toda a sujeira do mar para a praia, assim como aqueles que promovem o ensino errado testemunham sua própria “sujeira”, isto é, suas atitudes contrárias a vontade de Deus. A imagem das “estrelas errantes” faz referência ao ensino desses que Judas condena. Esse ensino não leva a outro lugar a não ser “as mais densas trevas”. Eles se auto-condenam através de seus ensinos.    

 

            Ensino para a solução dos problemas:

            Em primeiro lugar, Judas afirma que os cristãos devem “se lembrar” do ensino dos apóstolos acerca desses falsos mestres: “Todavia, amados, lembrem-se do que foi predito pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo. Eles diziam a vocês: ‘Nos últimos tempos haverá zombadores que seguirão os seus próprios desejos ímpios’. Estes são os que causam divisões entre vocês, os quais seguem a tendência da sua própria alma e não têm o Espírito” (vs. 17-19). Esse conselho faz eco as palavras de Paulo a Timóteo (2Tm 3.1-9) e de Pedro (2Pe 3.2). O primeiro ensino de Judas é para que a igreja se lembre do ensino apostólico, que é o “fundamento” (cf. Ef 2.20; At 2.42). Depois, Judas afirma que eles devem “edificar-se” mutuamente na fé que têm orando no Espírito Santo: “Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo.” (v. 20). A palavra “edificar” usada aqui significa “edificar a partir da fundação”. É a mesma palavra usada para se referir a construção de uma casa. Assim, temos o “fundamento dos apóstolos” que é o ensino apostólico, a “Pedra Angular” que é o Senhor e agora nós edificamos sobre essa base através da “oração no Espírito”. “No Espírito” diz respeito a posição fixa e não a maneira como se ora. Em seguida o escritor ensina que devemos “manter-nos no amor de Deus”: “Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna.” (v. 21). Novamente há relação com o está sendo escrito. “Manter-se” é permanecer firme, mas a raiz dessa palavra faz referência ao “olhar”. Como manter-se firme, mesmo olhando para situações contrárias? É manter-se firme no amor de Deus (cf. Jo 15.9), esperando a consumação desta Era. Esse “manter-se” implica relacionamento com Deus. Esse “permanecer firme no amor de Deus” é resultado de toda a construção que foi feita até aqui: o fundamento dos apóstolos, Jesus como Pedra Angular e a edificação através da oração. O resultado é uma “casa” firme, como a casa descrita pelo Senhor em Mateus 7.24-27. Até aqui o ensino foi para o contexto daqueles que permanecem dentro da comunidade, sem apresentar qualquer problema. A partir de agora o ensino passa a focar aqueles que já foram atingidos de alguma forma pelos falsos ensinos. Esses formam três grupos, conforme resultado dos falsos ensinos (incredulidade, rebelião e imoralidade).[4]  

O primeiro grupo abrange aqueles que estão à beira da incredulidade e têm dúvidas. Com esses devemos “ter compaixão” (“Tenham compaixão daqueles que duvidam.” v. 22). “Compaixão” aqui é a mesma palavra usada para misericórdia e é um imperativo, ou seja, uma ordem. Aqueles que estão em dúvida por causa dos falsos ensinos devem ser acolhidos para que as dúvidas não se transformem em incredulidade. O segundo grupo deve ser “salvo, arrebatado do fogo”, pois esses já foram atingidos pela rebelião. A imagem do fogo vem do resultado da rebelião de Corá (Nm 16.35). “Arrebatar” significa “agarrar, pegar com força” e essa é a atitude para com os rebeldes. Com relação ao terceiro grupo de pessoas, a igreja deve ser “misericordiosa” também, pois o imperativo do verso 22 continua, porém com estes deve-se agir “com temor, odiando até a roupa contaminada pela carne”, ou seja, deve-se ter misericórdia, mas “odiar a roupa”. “Roupa” aqui é chiton (citw,n) e significa a roupa de baixo, geralmente usada mais próxima da pele. Com “odiar a roupa” Judas defende a não relação com a imoralidade, mas sim com o imoral.

Resumindo, o ensino que transformava a graça de Deus em libertinagem e negava a soberania e o senhorio de Jesus Cristo resultou em incredulidade, rebelião e imoralidade. Alguns exemplos são dados pelo escritor e combatidos pelo mesmo que ensina como a comunidade cristã deve responder a tal situação: lembrando-se do ensino dos apóstolos, edificando-se na fé e na oração e mantendo-se no amor de Deus e na esperança do Reino pleno de Deus. Com relação aqueles que estão incorrendo na incredulidade, a comunidade deve ter compaixão, com os rebeldes, deve tirá-los da rebeldia e com os imorais a comunidade deve manter-se afastada da imoralidade, mas demonstrar misericórdia com temor.   

     

Exercício III: Leia Hebreus (pelo menos três vezes) e faça duas listas: uma com as partes argumentativas/explicativas e outra com as partes aplicativas.

ARGUMENTAÇÃO/EXPLICAÇÃO

APLICAÇÃO

1.1-14: Jesus é superior aos anjos

2.1-4

2.5-18: Jesus se fez homem

3.1 – 4.16

5.1-10: Jesus, o Sumo Sacerdote

5.11 – 6.20

7.1 – 10.18: A Nova Aliança

10.19-39

11.1-40: Exemplos e testemunhas de fé

12.1 – 13.19

 

 

 



[1] KISTEMAKER, Simon J. Comentário do Novo Testamento: 1Pedro, 2Pedro e Judas. [Trad. Susana Klassen]. São Paulo: Cultura Cristã, 2006, p. 518-19; GREEN, Michael. II Pedro e Judas. Introdução e comentário. [Trad. Gordon Chown]. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1988, p. 166-67.

[2] KISTEMAKER, 2006, p. 519; GREEN, 1988, p. 167.

[3] KISTEMAKER, 2006, p. 519-20; GREEN, 1988, p. 167-68.

[4] GREEN, Michael. II Pedro e Judas. Introdução e comentário. [Trad. Gordon Chown]. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1988, p. 178.