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01 O Processo de Restauração Comunitária

 Ne 1.1 – 2.20

INTRODUÇÃO

             Na língua chinesa o ideograma usado para se referir a “crise” é a união de duas palavras: “WEI”, que significa “PERIGO” e “JI”, que significa “OPORTUNIDADE”.[1] É interessante a relação que há, e que é exposto nesse ideograma, entre o perigo e a oportunidade. A “crise”, o tempo de “crise”, pode ser um perigo, pois pode acabar com projetos, expectativas e sonhos, mas também pode ser uma oportunidade de “arrumar a casa”, “por as coisas em ordem”, recomeçar, restaurar.

DESENVOLVIMENTO

            Neemias se depara com uma terrível crise: Jerusalém está destruída e sua população sofre humilhação por isso. Neemias nasceu no exílio e é funcionário público do Império Persa. Tem um posto de confiança. Sua ocupação é de copeiro e implicava o mais importante, tanto em confiança quanto em generosidade para com o rei Artaxerxes I.[2]

            Enquanto isso Jerusalém está destruída há 150 anos.[3] Foi destruída por Nabucodonosor. Então, aproximadamente em novembro/dezembro de 445 a.C.[4] ele recebe a visita de seu irmão Hanani e de mais alguns homens que o informam da situação de Jerusalém: a cidade está destruída e consumida pelo fogo e as pessoas que lá vivem sofrem humilhação. Destruição total. Já havia ocorrido uma tentativa de reconstrução dos muros entre 448 e 445 a.C.[5], mas não obteve êxito. Agora, diante de Neemias, duas escolhas: continuar em seu posto no Império Persa e não envolver-se com Jerusalém e com as pessoas que lá vivem ou envolver-se com o que Deus está fazendo e correr riscos por isso. Duas escolhas. Apenas uma opção. A crise está instalada: perigo ou oportunidade? Envolver-se ou não? Neemias entende que a crise é uma oportunidade e decide envolver-se com o que Deus fará em Jerusalém. Por isso Neemias senta-se e chora. Passa dias lamentando-se, jejuando e orandoao Deus dos céus”. Neemias escolhe correr o risco e envolver-se com Deus, seu Reino e seu povo. Para você que quer tomar a mesma decisão, faço o convite. Vamos dar os passos que Neemias deu. Vamos participar da história e transformar a história envolvendo-se com o que Deus está fazendo.

Quando Neemias recebe a notícia sobre Jerusalém e seus moradores, se assenta e chora. Ele poderia ter tido outra reação, pois “a coisa não era com ele”. Mas diante da situação descrita por Hanani ele se assenta e chora. Isso se chama empatia. O negócio é com ele. Dói nele. Ele sente a dor dos outros. Isso é com ele. Mesmo em uma posição confortável no Império Persa, Neemias participa da dor de Jerusalém e seus habitantes e sente a dor que eles sentem. Lembrem-se: ele não conhece Jerusalém, mas é como se conhecesse. Esse é um dos princípios do cristianismo: sentir a dor dos outros. Deus é assim! Ele veio em nosso resgate, pois teve misericórdia de nós, sentiu nossa dor. Deus não precisava ter vindo em Jesus. Ele se basta. Não precisa da gente. Mas o amor faz loucuras. Deus decidiu participar de nosso sofrimento e mais do que participar, nos livrar dele. Esse é Jesus. Por isso o escritor de Hebreus afirmou que “ele [i.e. Jesus] foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15). Agindo como agiu, Neemias se assemelha a Jesus. Como discípulos de Jesus devemos agir assim. A dor dos outros é a nossa dor. O sentimento de empatia é comum aos cristãos. No Processo de Restauração, esse sentimento é imprescindível. Devemos sentir, nos emocionar, pois trata-se da nossa história, do que é nosso. Assim começa o Processo de Restauração.

 

1o PASSO: LAMENTO, JEJUM E ORAÇÃO (1.1-11)

  1. a.Lamento

A palavra lamentar está no tempo verbal no original que significa simplesmente lamento, ou aquele que faz o papel de quem lamenta. O lamento era uma prática muito comum entre o povo de Deus. Para termos ideia, no livro dos Salmos, o livro de oração de Israel (e da Igreja!), dos 150 Salmos, mais de 60 são Salmos de lamento (40%). No Antigo Testamento o lamento é um apelo e uma queixa a Deus em meio a um mundo caótico. Todo lamento é como se a pessoa dissesse a Deus: “Deus, o mundo está um caos! Não era para ser assim! O Senhor é o único que pode resolver isso!”. Por isso, podemos concluir que o lamento é uma expressão de fé no SENHOR. Por essa razão o salmista ora dizendo: “À tarde, pela manhã e ao meio dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz.” (Sl 55.17).

Jesus também lamentou. No Evangelho de Mateus (23.37-38), a vista de Jerusalém, ele lamentou dizendo: “Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo de suas asas, mas vocês não quiseram.” Quando a situação não é boa podemos e devemos lamentar diante de Deus. Isso é o correto. Errado é a murmuração, pois esta é feita sem fé e tudo o que não provém da fé é pecado (cf. Rm 14.23). A diferença entre o lamento e a murmuração é a fé. No lamento nos colocamos diante de Deus e nos queixamos, mas crendo, já a murmuração é a queixa sem fé. Em tempos de destruição, lamentar é preciso.

Há um livro chamado “LAMENTO. A fé em meio ao sofrimento e à morte”, da editora Ultimato. O autor é Nicholas Wolterstorff. Nicholas é pai de Eric, um jovem esportista e alegre que um dia, na Áustria, enquanto praticava o montanhismo (seu esporte preferido), resvala o pé e desce rolando montanha abaixo, chegando morto ao pé do monte. Nicholas, nos EUA, recebe um telefonema avisando da morte de seu filho. O livro é escrito entre este telefonema e uma visita ao túmulo de Eric um ano depois. É um livro magnífico, pois mostra a dor da morte de um filho, a prática do lamento de um pai e um Deus que entra na história de sofrimento das pessoas. Na sinopse do livro encontramos a seguinte explicação: “Cada página se transforma num salmo em que cabem expressões de tremenda humanidade, ao lado de manifestações da mais profunda fé”.[6] Lamento. Fé. Na página 81 encontramos a explicação e o motivo da superação do sofrimento: “Deus não é somente o Deus dos sofredores, mas o Deus que sofre. A dor e a ruína da humanidade entraram em seu coração. Pelo prisma de minhas lágrimas vi um Deus sofredor”.[7] O lamento faz parte da restauração, pois é um convite a Deus para participar do nosso sofrimento. Ele sempre participa do nosso sofrimento (cf. Is 57.15). Esse é o segredo da transformação que experimenta quem lamenta, pois além de participar, Deus nos tira do sofrimento.  

  1. b.Jejum

O jejum “remonta a tempos antigos na história israelita, permitindo ao povo expressar sua mágoa em períodos de aflição (2Sm 1.12; 3.35) e tragédia nacional (Js 7.6 e Jz 20.26).”[8] Encontramos na Escritura o jejum realizado para buscar o Senhor (“Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar ao Senhor; e apregoou jejum em todo o Judá”. 2Crô 20.3 também Dn 9.3), para se humilhar diante do Senhor (“Então, apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos perante o nosso Deus [...]”. Ed 8.21a), para pedir algo ao Senhor (“Então, apregoei ali um jejum junto ao rio Aava [...] para lhe pedirmos jornada feliz para nós, para nossos filhos e para tudo o que era nosso”. Ed 8.21), para pedir perdão (“No dia vinte e quatro deste mês, se ajuntaram os filhos de Israel com jejum e pano de saco e traziam terra sobre si”. Ne 9.1) e para enfrentar as trevas (“Mas esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum”. Mt 17.21). Porém, há algo muito peculiar que pode validar ou invalidar o jejum. Encontramos isso em Isaías 58 que nos ensina a prática do verdadeiro jejum.

De acordo com Isaías 58 o jejum só tem sentido e relevância se promover o interesse pelo outro. Israel, em Isaías 58 “busca” o Senhor (v. 2) e jejua (v.3), mas isso não faz diferença nenhuma, porque eles fazem jejum, mas só buscam seus próprios interesses, exploram os empregados e brigam entre si. Esse jejum não é ouvido por Deus. Apenas durante o dia de jejum eles viviam corretamente, mas depois passam a viver de acordo com suas vontades. O jejum que o Senhor deseja é “soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper o jugo” (v. 6), ou seja, justiça social. O jejum que o Senhor quer é o “partilhar” nossa comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu e não recusar ajuda ao próximo. O mesmo que Jesus ensinou em Mateus 25.31-46 quando falou do Grande Julgamento. O jejum deve estar intimamente ligado às nossas práticas para com as outras pessoas, práticas de justiça e transformação. Caso contrário é sem valor algum. A fé no Senhor que nos leva ao jejum passa, necessariamente, pela nossa relação com o outro (cf. 1Jo 4.20). Se agirmos assim, nossa “luz irromperá como a alvorada” e prontamente surgirá a nossa cura. Nossa retidão andará na nossa frente e a glória do Senhor estará na retaguarda (Is 58.8). Então clamaremos ao Senhor e Ele nos responderá, gritaremos por socorro e Ele dirá: “Estou aqui”. Se eliminarmos a opressão, a acusação e a falsidade (Is 58.9) e alimentarmos os famintos com nosso próprio alimento e ajudarmos os aflitos, nossa luz despontará nas trevas e a noite se tornará dia (Is 58.10). Então o Senhor nos guiará e satisfará nossos desejos nesta terra árida. Seremos como um jardim bem regado e uma fonte onde nunca falta água (Is 58.11). Reconstruiremos as “velhas ruínas” e restauraremos os “alicerces antigos”. Seremos chamados de reparadores de muros e restauradores de ruas e moradias (Is 58.12). Se obedecermos a Palavra de Deus e deixarmos de andar em nossos próprios caminhos, deixarmos de fazer o que quisermos e de falarmos futilidades, o Senhor será nossa alegria. Esse é o verdadeiro jejum. Jejum e a prática da justiça. O que vamos fazer?

Jesus nos ensina acerca do jejum em Mateus 6.16-18: “Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.” O jejum não deve ser para as pessoas, mas para o Pai. Não deve ser hipócrita, mas real. Não deve ser individual, mas deve visar o bem das pessoas. A mesma crítica que encontramos em Isaías 58 encontramos no ensino de Jesus: não vale a aparência (hipocrisia), mas sim a  prática transformadora. Essa é a essência do verdadeiro jejum.

Neemias fez este jejum, pois o motivo foi a notícia que recebeu da situação daqueles que moravam em Jerusalém. O motivo foram as pessoas. Jejum, pessoas, fé e prática transformadora. Esse é o verdadeiro jejum.          

  1. c.Oração

Junto com o lamento e com o jejum, Neemias ora. A palavra no original tem o sentido de intercessão. Foram quatro meses de oração.[9] Nessa oração Neemias reconhece a grandeza, misericórdia e fidelidade de Deus mesmo diante da notícia que recebeu (vs. 5-6a), confessa o pecado do povo de Israel (vs. 6b-7), se baseia na Escritura Sagrada (vs. 8-9), reconhece o que Deus já fez na história do povo (v. 10) e suplica pela intervenção de Deus na situação (v. 11).

Em tempos de restauração devemos orar como Neemias, agradecendo ao Senhor, mesmo em meio as ruínas, confessarmos nossos pecados, nos basearmos sempre na Escritura, reconhecer o que Deus já faz por nós e interceder. É isso que estamos fazendo durante a semana nas reuniões de oração aqui na igreja. Agradecendo, confessando, reconhecendo e intercedendo.     

2º PASSO: CORAGEM E PLANEJAMENTO (2.1-10)

            Após quatro meses, em março/abril do mesmo ano,[10] Neemias age. O resultado da empatia e do tempo de lamento, jejum e oração é a coragem e o planejamento que vem de Deus para a execução da obra de restauração.

Neemias, como copeiro do rei, jamais poderia entrar na presença real triste. Mas agora ele está e isso faz parte de seu plano. Ele coloca seu emprego em jogo ao fazer isso. Ele tem coragem. O tempo de oração faz a diferença. O rei pergunta sobre a razão da tristeza e ele a expõem. É necessário coragem para isso. Então o rei pergunta o que gostaria de fazer a respeito e Neemias, como resultado do tempo de oração, coloca todo seu plano arquitetado diante de rei Artaxerxes. Ele tem coragem e tem um planejamento, mas um planejamento que vem do tempo de oração, do alto, que é desenvolvido na presença de Deus.

No processo de restauração é necessário coragem e planejamento. Coragem para encarar os desafios e colocar nossa segurança e nossa vida em jogo pela causa maior: a restauração. Só faz isso quem está realmente comprometido com o Reino de Deus. Com Ester foi assim. Durante o mesmo Império Persa, poucos anos antes dos acontecimentos narrados nos livros de Esdras e Neemias,[11] ela chegou ao posto de rainha do império. Hamã, oficial do rei e amalequita (povo historicamente inimigo dos judeus), induziu o rei Assuero (ou Xerxes) a editar uma sentença contra todos os judeus do império. Eles seriam atacados sem direito a defesa em um dia determinado. Ester, então, entra na presença do rei sem ser convidada. Isso poderia causar sua morte, mas o rei aceita sua presença (Et 5.1-5). Ela convida o rei e Hamã para um banquete, oportunidade que desmacara Hamã diante do rei. Assim ela consegue um novo edito que concede o direito de defesa aos judeus e desbanca Hamã. Este morre enforcado na forca que construíra para matar Mordecai (Mardoqueu na NVI), tio de Ester. Essa atitude preservou a existência dos judeus sobre a terra e fez com que, séculos mais tarde, Jesus nascesse como judeu, conforme a profecia. Um ato de coragem faz toda a diferença. Um ato de coragem de uma mulher foi usado para transformar o mundo em Jesus.  

O planejamento também é importante, mas devemos sempre nos lembrar que ele surge, brota, nasce na presença de Deus em oração. Devemos planejar, nos organizar, mas não como empresas. Não somos e nunca seremos uma empresa. Somos uma igreja de Jesus Cristo e por isso devemos ter mais excelência do que uma empresa. A Escritura diz que “o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor” (Pv 16.1). Tiago, em sua carta, também nos adverte sobre a fragilidade dos planos humanos. Ele nos ensina que devemos dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo” (Tg 4.15). No Processo de Restauração o planejamento é importante, mas deve ser feito na presença de Deus, em oração.

Como vocês acham que decidi pregar em Esdras e Neemias? Olhando meu devocionário, encontrei meditações em janeiro do ano passado nesses livros. Deus já estava colocando em meu coração isso. Tenho plena convicção.    

            Oposição 1

            Neemias já encontra a oposição de Sambalate e Tobias. Sambalate era o principal opositor político de Neemias. Era governador de Samaria[12] (cf. 4.1-2). Tobias era governador da Transjordânia.[13] Assim fica claro que as razões para a oposição não são religiosas, mas políticas, pois a autoridade do governador de Samaria será ameaçada com a chegada de Neemias. Há oposição religiosa e teológica, mas normalmente ela é política e econômica, baseada em interesses pessoais. Com Jesus foi assim. Enquanto ele pregava sobre o amor a Deus e ao próximo, tudo bem. Mas quando ele passou a pregar contra o sistema religioso judaico e mexeu com o ganho financeiro dos fariseus a situação mudou (cf. Mt 26.3-5). Sempre encontramos oposição no Processo de Restauração, oposição movida por interesses pessoais. Mas temos que enfrentá-la com coragem e planejamento, crendo que a “bondosa mão de Deus” (Ne 2.8) está sobre nós.  

3º PASSO: RECONHECIMENTO DA SITUAÇÃO E UNIÃO COMUNITÁRIA (2.11-20)

            Após o tempo de lamento, jejum e oração e após o ato de coragem e o planejamento, Neemias chega a Jerusalém. A primeira atitude de Neemias é conhecer o real estado da cidade (Ne 2.12-15). Após conhecer a situação real, ele fala aos judeus, sacerdotes, nobres, oficiais e às outras pessoas da cidade. Fala sobre a situação da cidade e convida o povo para o trabalho de restauração, para que eles deixem a situação humilhante em que vivem. A base para tal ação foi o relato de como “Deus tinha sido bondoso” com ele e o que o rei persa havia dito. O povo se enche de coragem e responde: “Sim, vamos começar a reconstrução.” (Ne 2.18b).

            Conhecemos nossa situação, o que aconteceu e o que deixou de acontecer. Sabemos porque estamos como estamos. Erramos, pecamos, fomos negligentes, mas diante de nós, pela graça e misericórdia de Deus, está a possibilidade da restauração. Assim como Neemias, ao olharmos para o passado percebemos como Deus foi bondoso para com a gente, e isso deve nos mover à Restauração. Não sou Neemias, mas faço o mesmo convite: “Venham, vamos restaurar “os muros” da IPNCE”. Qual é a sua resposta?

            Oposição 2   

Soma-se Gesém (árabe) à Sambalate e Tobias. Essa oposição usa do escárnio. Gesém teria seu lucro advindo do comércio de especiarias prejudicado. Por isso a oposição.[14] Uma das piores formas de oposição é o escárnio. A melhor tradução é (zombar, escarnecer). É assim, pois o escárnio atinge nossa moral, nossa integridade. Põem em dúvida nossa honestidade e respeito. A resposta de Neemias ao escárnio é: “O Deus dos céus fará que sejamos bem sucedidos. Nós, os seus servos, começaremos a reconstrução [...]”. (Ne 2.20), e termina afirmando que os opositores não têm direito nenhum na restauração de Jerusalém. Os opositores nunca têm direito.

CONCLUSÃO

            Para que o Processo de Restauração realmente aconteça é necessária uma empatia que nos leva ao lamento, jejum e oração (intercessão). Também precisamos de coragem e planejamento que resultam do tempo de oração. Assim, quando nos depararmos com a situação real estaremos prontos para trabalhar na restauração.     



[1] www.sfiec.org.br/portalv2/images/Sindcalf/Ascriseseas%20oportunidades.pdf

[2] BROWN, R. E., FITZMYER, J. A. e MURPHY, R. E. Novo Comentário Bíblico São Jerônimo – Antigo Testamento. [Trad. Celso Eronides Fernades]. São Paulo: Academia Cristã/Paulus, 2007, p. 782-3; Bíblia de Estudo Almeida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, p. 522, n. l.

[3] BROW, FITZMYER E MURPHY, 2007, p. 783.

[4] BROW, FITZMYER E MURPHY, 2007, p. 783; Bíblia de Estudo Almeida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, p. 522, n. a.

[5] BROW, FITZMYER E MURPHY, 2007, p. 783.

[6] www.ultimato.com.br/loja/produtos/lamento. Acessado em 19/01/11 às 10h52.

[7] WOLTERSTORFF, Nicholas. Lamento. A fé em meio ao sofrimento e à dor. Ultimato: Viçosa, MG, 2007, p. 81.

[8] BROW, FITZMYER E MURPHY, 2007, p. 691-2.

[9] BROW, FITZMYER E MURPHY, 2007, p. 783.

[10] Bíblia de Estudo Almeida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, p. 522, n. a.

[11] Bíblia de Estudo NVI. Kenneth Barker (org, geral). São Paulo: Vida, 2003, p. 792.

[12] Bíblia de Estudo NVI. Kenneth Barker (org, geral). São Paulo: Vida, 2003, p. 768, n. 2.10.

[13] Bíblia de Estudo NVI, 2003, p. 768, n. 2.10.

[14] Bíblia de Estudo NVI. Kenneth Barker (org, geral). São Paulo: Vida, 2003, p. 769. n. 2.19.