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03 Oposição e Combate na Restauração (Ne 4)

 Ne 4.1-23

INTRODUÇÃO

            O texto de Neemias capítulo quarto nos apresenta a oposição levantando-se definitivamente contra a obra de restauração dos muros de Jerusalém. Nos primeiros versos encontros duas cenas de levante da oposição e a resposta de Neemias e da população.  

 

1ª CENA (vs. 1-6)

  1. A.Oposição: ira, indignação e escárnio
  • Põe em cheque (dúvida) a restauração dos muros de Jerusalém;
  • Tobias – desvaloriza o trabalho. A raposa é um animal comum naquela região e por isso sem valor. O uso da imagem da raposa que derruba o muro com seu peso é uma total desvalorização do trabalho.
  • Desprezo é a palavra que resume essa oposição.

A oposição é de todos os lados. Ao norte pelos samaritanos, pelos arábios ao sul e sudeste, pelos amonitas ao leste e pelos asdoditas ao oeste.[1]

  1. B.Oração: imprecatória
  • Caia sobre eles a zombaria;
  • Sejam levados cativos;
  • Não sejam perdoados.
  1. C.Restauração
  • O trabalho de restauração dos muros não para diante da oposição, pois os trabalhadores estavam totalmente dedicados (com ânimo, segundo a ARA) ao trabalho.

2ª CENA

  1. A.OPOSIÇÃO II: fúria, ataque e confusão.
  2. B.ORAÇÃO: Oração e Ação (guarda)

Lutero disse certa feita: “Orem como se tudo dependesse de Deus e trabalhem como se tudo dependesse de vocês”. Essa é a união perfeita entre fé e ação, o divino e o humano.  

 

DESENVOLVIMENTO

            Após as “duas cenas”, surgem alguns problemas entre aqueles que trabalhavam na obra de restauração dos muros. O primeiro problema é o cansaço, o segundo é a eminente invasão dos opositores e o terceiro é o desânimo. Esses três problemas são enfrentados através de estratégias de combate e é isso o que veremos a partir de agora.

 

PROBLEMAS

  1. 1.Cansaço

A demanda do trabalho resultou no cansaço e desânimo dos trabalhadores que outrora estavam animados (cf. 6b). A tradução literal da palavra lv;K' (kashal) é “cambalear, tropeçar”, ou seja, os trabalhadores estavam cambaleando e tropeçando por causa do cansaço.

O cansaço e os inimigos geram o desânimo na restauração. O trabalho cansa, pois é muito trabalho, são muitas as necessidades e tudo deve ser feito. Pessoas se esforçam no início, mas conforme o tempo passa, o cansaço vem a tona. Exemplo disso são nossos encontros de oração durante a semana. No início éramos aproximadamente trinta pessoas, nesta última semana, menos de dez. O processo de restauração é cansativo, pois é trabalhoso. Restauração cansa!

  1. 2.Inimigos (invasão)

Os inimigos planejam um ataque surpresa para matar aqueles que trabalhavam na restauração dos muros. (Ilustração Pearl Harbor).

Soma-se ao cansaço os inimigos. O apóstolo Paulo escreveu afirmando que nossa “luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6.12). Os inimigos se iram e se indignam quando testemunham a obra de restauração acontecendo. Atacam a princípio através do escárnio e desprezo: “Isso aí não vai dar em nada”, é a frase que ouvimos deles. Escárnio e desprezo. Quando percebem que a restauração continua, atacam a ira dá lugar a fúria, planejam atacar e gerar confusão. Objetivam matar aqueles que trabalham na Restauração. Os inimigos atacam, pois não querem a restauração.

  1. 3.Desânimo

Pessoas de dentro do povo que trabalhavam na restauração foram usadas pela oposição para desanimar os trabalhadores. Isso aconteceu também em Ne 6.12-13.

O terceiro e pior problema é desânimo. É o pior, pois surge de dentro da comunidade. Há uma estratégia militar que diz: “Quer vencer o inimigo? Coloque-se entre eles!”. A maneira mais eficaz de vencer é colocar-se dentro do exército adversário. Esse é o verdadeiro “presente de grego”, pois essa expressão vem da história do Cavalo de Tróia. Tróia era uma cidade localizada na costa oriental do Mar Mediterrâneo. Durante a Guerra de Tróia,[2] os gregos tentaram conquistar a cidade e não conseguiram. Então, deixaram um grande cavalo de madeira, oco por dentro, junto ao portão da cidade. Os troianos pensaram ser um sinal de rendição do exército grego e o levaram para dentro da cidade. Durante a noite, alguns soldados gregos que estavam dentro do cavalo saíram e abriram as portas da cidade para que o exército grego invadisse e destruísse Tróia.[3] Até poucos anos atrás pensava-se tratar-se de uma uma lenda, porém com a descoberta de alguns sítios arqueológicos na Turquia pode-se comprovar a realidade da história, claro repleta de mitologia.[4] O inimigo mais destrutivo é aquele que está entre nós. Ele gera desânimo. Em tempos de restauração, não podemos ter inimigos assim e por isso, devemos trabalhar nossos corações, mentes e principalmente a língua, para não sermos o “Cavalo de Tróia” dentro desta comunidade, promovendo o desânimo. Não seja um inimigo, mas um colaborador, pois a restauração também é sua.      

ESTRATÉGIAS DE COMBATE

Diante dos problemas enfrentados (cansaço, inimigos e desânimo), Neemias usa três estratégias de combate na restauração dos muros de Jerusalém.

  1. 1.FAMÍLIAS (vs. 12-15)

As famílias são colocadas nas partes mais baixas e nos lugares abertos do muro, armadas. Em outras palavras, nos locais mais perigosos, abertos de Jerusalém, Neemias coloca famílias para protegerem. Por que não soldados? Por que não grupos de homens fortes? Por que não sacerdotes? Porque ninguém tem a força e luta como uma família! A restauração dos muros de Jerusalém passe pelo trabalho das famílias e a nossa restauração passa, necessariamente, pelas nossas famílias. Se restaurarmos nossa comunidade, reformarmos o templo, arrumarmos as janelas, colocarmos ar-condicionado, reformarmos o prédio da secretária e da sala da Junta Diaconal, mas tivermos famílias machucadas e destruídas aqui, nada adiantou. A restauração deve atingir nossas famílias, pois é através delas que Deus restaurará nossa comunidade. Começa com a restauração pessoal, passa pela restauração familiar e chega a restauração comunitária, pois não existe igreja sem família. Nossas famílias têm a missão de trabalhar na parte mais perigosa da restauração. Por que? Porque nada é tão forte como uma família.  

Após as famílias tomarem posição, Neemias faz três apelos ao povo:

  1. A.Não temam

Em Deuteronômio 31.6, às portas da Terra Prometida, o Senhor diz à Josué e a todo Israel: “Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem fiquem apavorados por causa delas [i.e. das nações que habitavam a terra], pois o SENHOR, o seu Deus, vai com vocês; nunca os deixará, nunca os abandonará.

Jesus, ao ensinar sobre as preocupações desta vida, encerra seu ensinamento dizendo: “Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-lhes o Reino” (Lc 12.32).

 “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se turbe o seu coração, nem tenham medo” (Jo 14.28).

O “não temer” é resultado da presença de Deus em meio ao seu povo. Os trabalhadores estão cansados, os inimigos estão a espreita e o desânimo “bate a porta”, mas pela presença de Deus não devemos temer, pois Ele mesmo garantiu que estaria conosco até o final desta Era (Mt 28.20), pois Ele é o Emanuel (“Deus conosco” – Mt 1.23).  

 

  1. B.Lembrem-se (imperativo)

Essa palavra aparece nove vezes em Neemias e é uma palavra-chave no livro.  Literalmente significa lembrar, recordar. A importância não está na palavra, mas no sujeito que a acompanha: o Senhor (“Lembrai-vos do Senhor”). Se a presença de Deus resulta em não temer, a lembrança do SENHOR, ou seja, de seu caráter e do que Ele já havia feito na história de Israel era uma estratégia de combate, pois gerava confiança (fé) e coragem ao povo. Se Deus fez no passado, fará hoje também. E a “lembrança” continua. O povo deve lembrar-se do SENHOR, que é grande e temível. Ele é maior que os inimigos, pois é “grande” e “digno de ser temido”, essa é a tradução exata da palavra. Ao invés de temer o inimigo, o povo deve temer ao SENHOR.

Jesus, ao falar sobre não temer ninguém, mas somente a Deus, disse aos discípulos: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno”.

Essa palavra é um imperativo, ou seja, uma ordem. Não devemos temer nada e ninguém, apenas o SENHOR. Devemos nos lembrar que nosso Deus é “grande” e “digno de ser temido”.

  1. C.Lutem (imperativo)

Mais um imperativo que deve ser obedecido: “Lutem”. Após não temer por causa da presença de Deus e lembrar de Deus (caráter e feitos na história), agora a ordem é para lutar. Deus também já havia lutado pelo seu povo quando na conquista da Terra Prometida, conforme narra o livro de Josué: “Nunca antes nem depois houve um dia como aquele, quando o SENHOR atendeu a um homem. Sem dúvida o SENHOR lutava por Israel! [...] Também subjugou todos esses reis e conquistou suas terras numa única campanha, pois o SENHOR, o Deus de Israel, lutou por Israel.” (Js 10.14 e 42). O povo de Deus é um povo guerreiro que sabe lutar e essa é a ordem: lutar. E não apenas lutar, mas por um motivo nobre: “[...] por seus irmãos, por seus filhos e por suas filhas, por suas mulheres e por suas casas”. Lutar pelas nossas famílias e pelo nosso povo! Voltamos no início deste ponto: as famílias. É por elas e com elas que devemos lutar. 

  1. D.Resultado

O resultado: Deus frustrou os planos inimigos. Perceba. As famílias se posicionam e as pessoas não temem, se lembram, lutam e Deus frustra o inimigo. Perceba a frase: “Deus tinha frustrado a sua trama [...]” (Ne 4.15b). Quando as famílias lutam pela restauração e o povo não teme, se lembra do SENHOR e luta, Deus frustra o plano inimigo.  

  1. 2.COMUNIDADE (vs. 16-20)
  • Metade dos homens trabalhava na restauração
  • Metade dos homens trabalhava na defesa
  • Líderes suportavam o trabalho. A palavra usada aqui (“estavam por detrás” ARA e “davam apoio” NVI é a palavra yrEÞx]a; - ‘achar) é a mesma usada no capítulo três.
  • Carreadores: carregavam com uma mão e na outra seguravam a arma;
  • Edificadores: edificavam com as mãos e tinham armas na cintura.
  • Unidade na defesa: “Nosso Deus lutará por nós!” Comunidade Unida = Deus lutando.
  1. 3.PERMANECER E GUARDAR (vs. 21-23)
  • O normal era trabalhar até o cair da tarde, mas a expressão “até ao sair das estrelas” (“até o cair da tarde” NVI) implica que o trabalho era até mais tarde, mais longo.[5]
  • Homens de fora de Jerusalém (conforme narrado no capítulo três) permaneciam na cidade a noite para servirem de sentinela.[6]
  • O historiador Flávio Josefo (37/38 – 100 d.C.) escreveu que Neemias “fazia a ronda da cidade à noite, e não se cansava, quer com o trabalho, quer pela falta de alimento ou de repouso, de que desfrutava somente por necessidade, não por prazer”.[7]

CONCLUSÃO

      Em toda obra de restauração enfrentarmos oposição. A história nos ensina essa realidade. O que precisamos ter é estratégias para enfrentar tal oposição. As estratégias de Neemias foram as famílias, a unidade da comunidade e a perseverança. Assim devemos agir também e sempre não temer, lembrarmos do Senhor e lutar pelo nosso povo. 



[1] Bíblia de Estudo Almeida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, AT, p. 525, n. c; BROWN, R. E., FITZMYER, J. A. e MURPHY, R. E. Novo Comentário Bíblico São Jerônimo – Antigo Testamento. [Trad. Celso Eronides Fernades]. São Paulo: Academia Cristã/Paulus, 2007, p. 786.

[2] 1300 – 1200 a.C.

[3] pt.wikipedia.org/wiki/Cavalo_de_Troia

[4] www.suapesquisa.com/historia/guerra_de_troia.htm

[5] Bíblia de Estudo NVI, 2003, p. 773, n. 4.21.

[6] Bíblia de Estudo NVI, 2003, p. 773, n. 3.22.

[7] Bíblia de Estudo NVI, 2003, p. 773, n. 4.23.

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