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03 Imoralidade - 1Cor 5.1-13

INTRODUÇÃO

Em Corinto havia uma Fortaleza chamada Acrocorinto. Nessa fortaleza estava o templo de Afrodite, deusa do amor e da fecundidade. Aproximadamente mil mulheres serviam neste templo como prostitutas cultuais e eram conhecidas como “santas”. Ao cair da tarde elas desciam para a cidade e ofereciam seus “serviços” pelas ruas de Corinto.

Para a cultura da época, frequentar templos como esse era comum e muitos viajantes gastavam dinheiro com essas mulheres. Elas tinham lugar cativo nos teatros e o culto oferecido por elas era dedicado à glorificação do sexo. Essa adoração prestada a Afrodite remete à adoração prestada a Astarote na época de Salomão (cf. 1Rs 11.5, 33), Jeroboão e Josias. Dentro da cidade de Corinto havia o templo ao deus Apolo. Este era o deus da música, do canto e da poesia e também simbolizava o ideal da beleza masculina. Estátuas de Apolo em posições que mostravam sua virilidade (órgão genital) estavam próximas ao templo. Seus adoradores masculinos prestavam culto através de relações sexuais com jovens a serviço da divindade. Essa prática fazia de Corinto um centro de práticas homossexuais. 

O resultado de tais práticas legou a Corinto e seus moradores a fama da promiscuidade. Havia uma expressão em grego que significava “fornicação”, “libertinagem” e a expressão “uma jovem coríntia” significava “prostituta”. Assim, “corintizar” (também “corintianizar”) ou “viver como um coríntio”, significava levar uma vida de prazeres desenfreados. Para os coríntios o corpo tinha apenas uma finalidade: o prazer.
Como disse no início dessa série, um dos maiores erros da igreja de Corinto foi introduzir na comunidade cristã práticas da sociedade da época. Isso aconteceu na relação com os líderes e por isso os problemas de divisão e aconteceu também com relação a imoralidade. Esta influenciou a comunidade e o apóstolo Paulo, nos capítulos 5 e 6, esclarece alguns assuntos e ensina acerca do viver cristão nesta área da vida.

DESENVOLVIMENTO
A partir do capítulo 5 inicia-se uma nova seção na carta. Nessa seção, Paulo trata de três assuntos: imoralidade (5.1-13), litígio entre irmãos (6.1-11) e a compreensão errada do que é liberdade cristã (6.12-20). Na sequência da nossa série COLOCANDO A CASA EM ORDEM vamos abordar os dois primeiros assuntos. Hoje trataremos do ensino acerca da imoralidade.

Problema: imoralidade e arrogância (vs. 1-2).
O apóstolo Paulo aponta outro sério problema dentro da comunidade de Corinto além das divisões: a imoralidade (porneia), que é resultado da imaturidade dos cristãos coríntios. Literalmente significa “procurar prostitutas”, referente a prática no templo de Afrodite, mas nesse contexto significa qualquer relação sexual ilícita que quebre o Sétimo Mandamento (“Não adulterarás.” Êx 20.14). Paulo afirma que a imoralidade dos coríntios era pública e nem entre os gentios, isto é, entre aqueles que não eram cristãos acontecia o que era praticado pelos cristãos. A denúncia é de que alguém da comunidade mantinha relações sexuais com “a mulher de seu próprio pai”. Não se tratava da própria mãe, mas da madrasta, pois é por esse motivo que o texto diz “a mulher de teu pai” e não “tua mãe”. Se o pai morreu ou divorciou-se não sabemos. Neste caso havia a proibição tanto na lei romana quanto na Lei de Moisés: “Não descobrirás a nudez da mulher de teu pai; é nudez de teu pai.” (Lv 18.8 tb. Dt 22.30; 27.20). Esse pecado era passível de morte na Lei Mosaica: “O homem que se deitar com a mulher de seu pai terá descoberto a nudez de seu pai; ambos serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles” (Lv 20.11). A mulher que se relacionava com o membro da igreja provavelmente não fazia parte da comunidade cristã. Até pensadores pagãos condenavam tal prática, como podemos perceber na citação que Prior faz de Cícero: “[...] um crime incrível; um crime, além do mais, completamente desconhecido com exceção deste caso particular”.
O problema se agrava, pois os coríntios, ao invés de se arrependerem, se orgulhavam e eram arrogantes diante da situação, pois isso fazia parte da cultura coríntia e entendiam que a liberdade cristã permitia tal comportamento. Essa é uma clara e profunda distorção da doutrina da Graça de Deus (cf. Gl 2.17-21).
Diante de tal situação, o apóstolo Paulo argumenta acerca de quatro atitudes necessárias para que a comunidade cristã de Corinto lute e vença a imoralidade: é necessário entristecer-se, expulsar o imoral que não se arrepende da comunidade, viver em novidade de vida e cumprir a missão.

1. ENTRISTECER-SE (vs. 2b)
Ao contrário da “soberba” dos cristãos de Corinto, sentimento comum aos moradores da cidade, Paulo afirma que eles deviam “lamentar” (“estar cheios de tristeza” – NVI) diante de tal comportamento. A palavra usada (pentheo) significa “lamentar pela morte de alguém”.

2. EXPULSAR DA COMUNHÃO PARA ARREPENDIMENTO (vs. 2c – 5)
O apóstolo orienta a expulsão do imoral da comunidade. O verbo usado por Paulo (krino), mesmo estando ausente, está no perfeito, o que demonstra a finalidade (decreto) da sentença. Apesar do severo castigo, a intenção não era a aniquilação da pessoa, mas a salvação. Essa atitude não é apenas uma medida disciplinar, uma simples exclusão da comunidade, mas é algo bem mais grave, é “entregar a Satanás”. “Entregar a Satanás” é estar debaixo da maldição, vivendo na esfera do domínio de Satanás. Provavelmente essa ideia de Paulo tem como base Deuteronômio 11.26-31. A benção e a maldição estão diante de nós e escolhemos. Ao desobedecer a Palavra de Deus, a pessoa escolhe a maldição e a comunidade a entrega a Satanás. Assim essa pessoa passa a ser maldita e estará exposta a sofrimentos e desgraças. Isso também aconteceu com Himeneu e Alexandre em 1Timóteo 1.20. Essa entrega não é feita apenas pela autoridade da igreja, mas no “poder de Jesus, nosso Senhor”, pois só Deus pode agir dessa maneira. A intenção de tal atitude é a disciplina que gera salvação (“[...] a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor.” – 5b) e evita a perdição (cf. Hb 6.4-8), pois para Paulo a “carne” é o comportamento contrário a vontade de Deus. Esse comportamento (i.e. carne) será “destruído no Dia do Senhor” e o “espírito” será salvo. Quando Paulo escreve sobre a salvação do “espírito”, não tem em mente uma dicotomia entre espiritual e carnal. O termo é simplesmente um sinônimo de “pessoa”. Isso fica claro nessa mesma carta no capítulo 15, quando o apóstolo ensina acerca da ressurreição dos corpos. A pessoa pode ser salva a despeito de suas más obras, pois a salvação depende de Deus e não do homem (cf. 3.15), mas a santidade da comunidade deve ser preservada. Tal atitude drástica tem por objetivo manter a santidade (resposta a posição dada por Deus – cf. 1Cor 1.2b) da comunidade.
A palavra excomunhão não é aceita hoje como já fora no passado, porém, precisamos entendê-la no contexto da igreja primitiva e não no nosso. Em nosso contexto, excomunhão significa apenas a retirada do nome da pessoa do rol de membros da comunidade, mas para os cristãos do I século não era isso. Para eles, comunhão era o “partir o pão” e a oração, uma combinação de ação de graças e amor (agápe), conforme lemos em Atos 2.42-47 e 4.32-35. Como uma pessoa descrita no verso 11 poderia fazer parte de tal encontro? Impossível, pois seu coração era contrário a tudo o que acontecia ali. Muito mais do que algo formal, a comunhão era a vida da igreja. Assim, o imoral que “se dizia irmão” deveria estar fora dessa comunhão, pois não tinha a mesma disposição dos outros. Ao contrário, atrapalhava a vida da igreja em comunhão.

3. NOVIDADE DE VIDA (vs. 6-8)
A base para a imoralidade é a o orgulho (NVI) ou vanglória (“jactância” ARA) da comunidade. Paulo passa a usar a metáfora do fermento para o ensino. Pouco fermento leveda toda a massa, da mesma forma, uma pessoa imoral contagia toda a comunidade (v. 6b). Esse era um provérbio popular usado por Paulo também em Gálatas 5.9. Jesus usou essa mesma metáfora (Mt 13.3 e paralelos), porém no sentido positivo.
Ao falar em fermento, com toda a certeza Paulo tinha em mente a Festa dos Pães Asmos. Êxodo 12. 14-20 trata do assunto:
Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao SENHOR. Celebrem-no como decreto perpétuo. Durante sete dias comam pão sem fermento. No primeiro dia tirem de casa o fermento, porque quem comer qualquer coisa fermentada, do primeiro ao sétimo dia, será eliminado de Israel. Convoquem uma reunião santa no primeiro dia e outra no sétimo. Não façam nenhum trabalho nesses dias, exceto o da preparação da comida para todos. É só o que poderão fazer. Celebrem a festa dos pães sem fermento, porque foi nesse mesmo dia que eu tirei os exércitos de vocês do Egito. Celebrem esse dia como decreto perpétuo por todas as suas gerações. No primeiro mês comam pão sem fermento, desde o entardecer do décimo quarto dia até o entardecer do vigésimo primeiro. Durante sete dias vocês não deverão ter fermento em casa. Quem comer qualquer coisa fermentada será eliminado da comunidade de Israel, seja estrangeiro, seja natural da terra. Não comam nada fermentado. Onde quer que morarem, comam apenas pão sem fermento.

A Festa dos Pães sem Fermento era comemorada antes da Páscoa no início, mas depois foi incorporada a Festa da Páscoa. O povo de Deus a celebrava pela libertação da escravidão do Egito. Todo o fermento da casa deveria ser eliminado e povo deveria comer pão sem fermento durante sete dias. Esse procedimento deveria ser antes do sacrifício do cordeiro. Da mesma forma, a igreja de Corinto deveria eliminar todo o fermento (imoralidade) que fere sua santidade. O fermento, símbolo de impureza e contaminação deve ser “lançado fora”, isto é, purificado, pois essa é a tradução literal. Os coríntios assim devem agir, pois são “nova massa”. Paulo reitera a afirmação de 1.2b (“[...] aos santificados em Cristo Jesus [...]”). A igreja já foi santificada e purificada, em outras palavras, é pão sem fermento. Isso porque “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado”. Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus (cf. Jo 1.29 e 36) foi sacrificado e por isso a igreja surge como uma nova comunidade santa (cf. 1Pe 2.9). Cristo faz novas todas as coisas (cf. Ap 21.5a). A igreja não deve reintroduzir o velho fermento, mas deve livrar-se dele, pois o Cordeiro já foi sacrificado. Assim como Israel comemorava a libertação do Egito sem fermento, a igreja deve comemorar a libertação do pecado sem o pecado.
A igreja de Corinto, embora na prática era influenciada pelo “fermento”, em Cristo já era “nova massa”. A igreja deixa a desejar eticamente e por isso é criticada severamente, mas carrega em si a novidade, resultado do sacrifício de Cristo. Paulo insiste em afirmar que a igreja deve ser aquilo que de fato é: santa. Quando o povo de Deus vive na imoralidade (pecado), vive de maneira estranha a sua essência. É como se Paulo dissesse: “Vivem aquilo que vocês são!”. Por isso Paulo faz o convite: “[...] celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia [i.e. imoralidade – porneia], e sim com os asmos da sinceridade e da verdade”. “Celebremos” é presente contínuo, ou seja, é uma festa contínua. Isso nos ensina que a vida cristã deve ser vivida em pureza e verdade. A igreja deve viver em sinceridade, ou seja, pureza e ingenuidade e em verdade. Esse é o “pão sem fermento”, puro e santo, resultado do sacrifício de Cristo, o Cordeiro de Deus na cruz. A novidade de vida é vivida com pureza e verdade.

4. MISSÃO
Paulo finaliza esse trecho com dois conselhos. Um que havia dado em carta anterior, (“Já vos escrevi em carta [...]” v. 9a) e havia sido entendido erroneamente pelos coríntios e outro que dá agora (“Mas agora vos escrevo [...]” v.11a). O primeiro conselho, que está claro no texto, consiste numa posição radical. Os cristãos de Corinto não devem associar-se (i.e. relacionar-se) com pessoas impuras (porneia). Porém, Paulo não se refere a gentios impuros (“Com isso não me refiro aos imorais deste mundo, nem aos avarentos, aos ladrões ou aos idólatras” v. 10a – NVI), mas a cristãos impuros: “[os cristãos] não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão”. (v. 11a – sublinhado nosso). E isso de forma radical (“Com tais pessoas vocês nem devem comer.” V. 11c – NVI). Devemos cortar a relação com aqueles que se dizem irmãos, mas vivem de maneira contrária a Palavra de Deus sem arrependimento (cf. 2Tes 3.14). Esse viver de maneira contrária a Palavra de Deus neste texto é viver como um impuro (pornos - pessoa que se entrega a relação sexual ilícita), avarento (pessoa gananciosa), idólatra, maldizente (blasfemador, insultador, caluniador, mentiroso, “bocudo” – contrário a Mt 5.22), beberrão e roubador (tb. violento). É importante notar que outros pecados são colocados em “pé de igualdade” com a imoralidade.
O segundo conselho apostólico que encontramos nas entrelinhas é a respeito da missão da igreja. Os cristãos devem relacionar-se com gentios impuros, pois só assim estes poderão ser alcançados pelo Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Assim foi a oração do Senhor em João 17.16-19:

Não rogo que os tires do mundo, mas que os proteja do Maligno. Eles não são do mundo como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade.

Jesus sempre se envolveu com os pecadores, mas nunca com o pecado. A igreja costuma se envolver com os pecados e deixar de lado os pecadores (cf. Mc 2.15-17). Por isso Pedro Arana disse: “Jesus, em sua tarefa, envolveu-se com os pecadores, não com seu pecado. A igreja, em sua história, muitas vezes participou dos pecados dos pecadores (orgulho, egoísmo, cobiça), afastando-se, porém, dos pecadores”. A igreja deve se envolver com os pecadores, a fim de anunciar-lhes o Evangelho. É por isso que a opção monástica que começou entre os séculos III e IV não tem base.
O problema é que a igreja faz o contrário. Corta todo tipo de relacionamento com os gentios, mas mantém relações com pessoas que se dizem cristãs, mas não vivem como tal. Isso fica claro ao notarmos as agendas e programações das igrejas. Sobre isso Lutero disse certa vez:

O Reino deve ser estabelecido no meio dos seus inimigos. E aquele que não aceita isso não quer pertencer ao Reino de Cristo. Ele deseja ficar entre amigos, assentar-se no meio de rosas e lírios, não com pessoas más. Ó blasfemadores e traidores de Cristo! Se Cristo tivesse feito o que vocês fazem, quem teria sido poupado?

O trecho é finalizado com o reforço do ensino: os cristãos não devem julgar as pessoas de fora da igreja, mas devem julgar os de dentro. Muitos podem pensar, com base em Mateus 7.1, que não devemos julgar as pessoas. Não devemos julgá-las irresponsavelmente, mas aqueles que se dizem “irmãos” e não provam isso com na vida diária, devem ser julgados sim, pois o que está em jogo é o Evangelho e a glória de Deus. As pessoas de fora da igreja serão julgadas por Deus e a igreja deve julgar e expulsar os malfeitores, isto é, imorais (porneros). Essa atitude é baseada em Deuteronômio 13.5; 17.7; 19.19; 22.21, 24 e 24.7. Há um paralelo notável entre os seis exemplos de Deuteronômio e os pecados listados em 1Cor 5.11. A única diferença é que em Deuteronômio as instruções estão no singular e em 1Cor 5 no plural, ou seja, a tarefa de expulsar o imoral é da comunidade.
Pureza dentro da comunidade e relacionamento missional fora, na sociedade. Essas são as características da igreja de Jesus Cristo.

CONCLUSÃO
Não sabemos ao certo o que aconteceu na igreja. Provavelmente houve arrependimento e transformação no viver diário como apontam os textos de 2Coríntios:
Se um de vocês tem causado tristeza, não a tem causado apenas a mim, mas também, em parte, para eu não ser demasiadamente severo, a todos vocês. A punição que lhe foi imposta pela maioria é suficiente. Agora, ao contrário, vocês devem perdoar-lhe e consolá-lo, para que ele não seja dominado por excessiva tristeza. Portanto, eu lhes recomendo que reafirmem o amor que têm por ele. Eu lhes escrevi com o propósito de saber se vocês seriam aprovados, isto é, se seriam obedientes em tudo. Se vocês perdoam a alguém, eu também perdôo; e aquilo que perdoei, se é que havia alguma coisa para perdoar, perdoei na presença de Cristo, por amor a vocês, a fim de que Satanás não tivesse vantagem sobre nós; pois não ignoramos as suas intenções. (2Cor 2.5-11)

Deus, porém, que consola os abatidos, consolou-nos com a chegada de Tito, e não apenas com a vinda dele, mas também com a consolação que vocês lhe deram. Ele nos falou da saudade, da tristeza e da preocupação de vocês por mim, de modo que a minha alegria se tornou ainda maior. Mesmo que a minha carta lhes tenha causado tristeza, não me arrependo. É verdade que a princípio me arrependi, pois percebi que a minha carta os entristeceu, ainda que por pouco tempo.Agora, porém, me alegro, não porque vocês foram entristecidos, mas porque a tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês se entristeceram como Deus desejava, e de forma alguma foram prejudicados por nossa causa. A tristeza segundo Deus não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação, e a tristeza segundo o mundo produz morte. Vejam o que esta tristeza segundo Deus produziu em vocês: que dedicação, que desculpas, que indignação, que temor, que saudade, que preocupação, que desejo de ver a justiça feita! Em tudo vocês se mostraram inocentes a esse respeito. Assim, se lhes escrevi, não foi por causa daquele que cometeu o erro nem daquele que foi prejudicado, mas para que diante de Deus vocês pudessem ver por si próprios como são dedicados a nós. Por isso tudo fomos revigorados. (2Cor 7.6-13)

É isso o que espero aqui!
Finalizo com três colocações para a reflexão e prática: viva em novidade de vida, promova a santificação da igreja e relacione-se com aqueles que ainda não conhecem o Senhor Jesus Cristo.