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06 Restauração da Espiritualidade (Ed 3)

Ed 3.1 – 6.18

 INTRODUÇÃO

            “Espiritualidade” hoje pode signifcar um mosteiro com homens fora da realidade se auto-flagelando em penitências; pessoas sentadas em roda, na posição de lótus, buscando conexão entre seu eu interior e o universo; um auditório cheio de “crentes” diante de um pastor que mais parece um animador de auditório; uma romaria de fiéis que cruzam uma vila atrás da imagem de um “santo”, à luz de velas e ao som de hinos melancólicos; ou uma mesa em alguma repartição pública cheia de cristais, gnomos, fitas e amuletos que visam atrair bons fluidos e espantar o “mau-olhado”. Tudo isso parece mais uma Babel (= confusão).[1] Alías, é em Babel, isto é, na Babilonia que começa nossa história. O Império Babilônico conquistou Judá, o reino do sul, mas para entendermos melhor essa história precisamos voltar um pouco no passado.

Israel era uma nação. Sob Saul, Davi e Salomão existia apenas um reino. Mas quando Roboão, filho de Salomão, assumiu o trono, o reino dividiu-se em dois: reino do norte, Israel e reino do Sul, Judá. Esse divisão aconteceu pela cobrança abusiva e injusta de impostos. Isso é relatado em 1Rs 12.1-20. Duas tribos, Benjamim e Judá, continuaram sobre a liderança de Roboão e as outras dez tribos seguiram Jeroboão. Em 722 a.C. a Assíria derrotou e conquistou a reino do norte, Israel. O Império Assírio tinha a política de levar para o exílio os povos conquistados e repovoar a terra com povos de outras regiões. Isso aconteceu com Israel. No Novo Testamento esta terra é chamada de Samaria e é por causa dessa miscigenação que os judeus no tempo de Jesus não aceitavam os samaritanos: eles eram impuros, pois haviam se contaminado. Essa “contaminação” é relatada em 2Rs 17.24-41. Os exilados pela Assíria não retornaram para sua terra. Anos depois, em 587/6 a.C o Império Babilônico, liderado por Nabucodonosor, derrota e conquista Judá, o reino do Sul, mais precisamente a cidade de Jerusalém. O povo é levado cativo. A história “caminha” e o Império Persa entra em cena. Ciro vence os babilônios e assume o poder. A política da Pérsia é diferente. Eles conquistam os povos, mas os mantém em suas terras com suas culturas e religiões. Por isso, logo ao subir ao trono, Ciro promulga um edito no qual liberta os judeus para que esses voltem à sua terra natal. Então, após 70 anos, conforme profecia de Jeremias (Jr 25.11-12 e 29.10), os judeus voltam para Jerusalém, em Judá. Então, entram em cena Zorobabel, Esdras e Neemias, e assim começa o período de restauração da nação.     

Em setembro/outubro de 538 a.C. os israelitas se levantam (~q' - quwm) e iniciam a reconstrução (Wn¨b. - banah) do altar do Templo do SENHOR. Você que gosta de matemática deve estar se perguntando onde estão os 70 anos. Mas estes anos começam a ser contados quando Judá é sitiada por Nabucodonosor em 604-603 (cf. 2Rs 24.1-4). Quando a Bíblia narra que eles se “levantaram”, ela informa que houve uma atitude da parte deles para essa restauração. A restauração da espiritualidade começa com uma atitude. Após se levantaram, eles passam a reconstruir, restaurar o altar do Templo. A atitude é a restauração. O povo, então, firma (WnykiÛ - kuwn) o altar em suas bases, mesmo em meio a um contexto que era contrário a isso. Essas impurezas surgem dos samaritanos que não se mantiveram puros após o exílio.   

 

HERMENÊUTICA CRISTÃ

            No Antigo Testamento a Tenda do Encontro (Êx 25.1-9) e posteriormente o Templo de Jerusalém (1Rs 5 – 8) simbolizavam a presença de Deus. Era nesses lugares que o povo se relacionava com o SENHOR através de sacrifícios e orações. Embora sempre ficasse claro a Israel que Deus nunca habitaria em templos (cf. 1Rs 8.27), Ele mesmo ordenou a construção tanto da Tenda quanto do Templo. Mas no Novo Testamento há uma transformação total. O próprio Jesus, no Evangelho de João, ensinou que o verdadeiro templo é seu corpo (Jo 2.19-22). O apóstolo Paulo, desenvolvendo este ensinamento de Jesus, afirma que na Nova Aliança o templo, isto é, o local da presença de Deus, é o corpo do cristão (cf. 1Cor 6.19-20). Todos os seguidores e seguidoras de Jesus Cristo são “santuários” de Deus. A palavra que Paulo usa em 1Cor 3.16 refere-se ao “Santo dos Santos” ou lugar “Santíssimo”, que era a parte interior mais sagrada do Templo de Jerusalém.[2] Assim, através da hermenêutica cristã, podemos afirmar que embora os judeus restauraram o altar e o templo na época de Zorobabel, Esdras e Neemias, hoje podemos restaurar nossa espiritualidade, ou seja, nossa relação com Deus, pois somo habitação de Deus. 

 

DESENVOLVIMENTO

            O capítulo três de Esdras nos apresenta os pilares da restauração da espiritualidade. Esses pilares são:

  1. 1.Comunidade

 “[...] o povo se reuniu como um só homem em Jerusalém”. (3.1)

Não há espiritualidade fora da comunidade de fé. O início da restauração da espiritualidade da nação passou, necessariamente, pela unidade do povo. Jesus sempre valorizou a comunidade e as relações humanas, pois elas fazem parte e também são redimidas pelo Evangelho. É por isso que afirmou sobre a Igreja o seguinte: “E vocês, perguntou ele, quem vocês dizem que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Respondeu Jesus: Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus.E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la”. (Mateus 16.15-18). Jesus tem a Igreja! Por isso não há espiritualidade sadia fora da comunidade de fé.

            Hoje testemunhamos o fenômeno dos cristãos sem igreja. São pessoas que cultivam sua fé através da leitura bíblica, da oração e assistem cultos pela televisão e internet. Isso é novidade dentro do cristianismo. O historiador Roger Olson escreveu o seguinte a respeito desse assunto:

A própria idéia de um cristianismo autêntico, vital, independente da igreja era algo virtualmente desconhecido até antes do século XX. Não obstante encontramo-nos agora em uma situação na qual, em muitos lugares, os cristãos parecem crer que a igreja não é mais que um grupo de apoio opcional para quem precise dela, ou uma ferramenta de evangelismo para ganhar pessoas para Cristo. Numerosos cristãos consideram seu próprio ‘relacionamento pessoal com Deus’ como sua ‘igreja’. Muitos outros consideram seu pequeno grupo passageiro de estudo bíblico ou de oração como ‘igreja’. Muitos parecem acreditar que não há nenhuma igreja para eles. Olham para a igreja como formal demais, institucional demais, cheia de hipocrisia, arrecadadores de dinheiro, ou antiquados. Não obstante, comungam com Deus pela leitura da Bíblia, oração, meditação e talvez até mesmo assistindo com regularidade a programas cristãos favoritos pela televisão.[3]

            A importância da comunidade é defendida pelo escritor de Hebreus: Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia(Hb 10.25).

            A restauração da espiritualidade passa pela comunidade, pois é na comunidade que desenvolvemos nossa espiritualidade.

 

  1. 2.Palavra de Deus

 “[...] como está escrito na Lei de Moisés, homem de Deus”. (3.2)

A restauração do altar e do templo obteve êxito graças à palavra profética (Palavra de Deus) de Ageu e Zacarias: “Ora, o profeta Ageu e o profeta Zacarias, descendente de Ido, profetizaram aos judeus de Judá e de Jerusalém, em nome do Deus de Israel, que estava sobre eles. Então Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, começaram a reconstruir o templo de Deus em Jerusalém. E os profetas de Deus estavam com eles e os ajudavam(Ed 5.1-2).

Jesus sempre confirmou a Palavra de Deus e afirmou que não veio para aboli-la, mas para cumpri-la: “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir(Mt 5.17). No caminho de Emaús Jesus falou da Palavra de Deus aos dois discípulos: “E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras(Lc 24.13-35)

            O apóstolo Paulo ensinou aos romanos que a Palavra de Deus é fonte de esperança: “Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança(Rm 15.4). Também ensinou a Timóteo que a Palavra de Deus transforma o ser humano: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça,para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra(2Tm 3.16-17). Pedro nos ensina que a Palavra de Deus não tem origem humana, mas sim divina: “Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês.Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens [santos] falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo(2Pe 1.19-21).

            O pastor Elbén Lenz César, em seu livro Práticas Devocionais escreve o seguinte a respeito da leitura da Palavra de Deus:

A prática da leitura da Palavra de Deus é a arte de procurar o Senhor nas páginas das Sagradas Escrituras até achar, de enxergar toda a riqueza que está por trás da mera letra, de ouvir a voz de Deus, de relacionar texto com texto e de sugar todo o leite contido na Palavra revelada e escrita, tanto nas passagens mais claras como nas passagens aparentemente menos atraentes, mediante uma leitura responsável e o auxílio do Espírito Santo.[4]

 

            Por séculos a espiritualidade cristã esteve ancorada na leitura da Palavra de Deus. Nas últimas décadas essa realidade perdeu força, mas a restauração da nossa espiritualidade passa pela Palavra de Deus.

  1. 3.Oração

 “[...] e nele sacrificavam holocaustos ao SENHOR, tanto os sacrifícios da manhã como os da tarde”. (3.3)

Esses horários de sacrifícios também eram horários de oração, como podemos observar em Atos 3.1 (“Certo dia Pedro e João estavam subindo ao templo na hora da oração, às três horas da tarde”) e 10.30 (“Cornélio respondeu: “Há quatro dias eu estava em minha casa orando a esta hora, às três horas da tarde [...]”). O sacrifício/oração pela manhã era às 9h e a tarde às 15h. A hora em que Jesus foi colocado na cruz e a hora de sua morte.

Jesus ensinou sobre a oração: “E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa.Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos.Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem(Mt 6.5-8). Ele não apenas ensinou, mas praticou a oração: “Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali [...]” (Mt 14.23); “Tendo-a despedido, subiu a um monte para orar(Mc 6.46); “Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus(Lc 6.12); “Aproximadamente oito dias depois de dizer essas coisas, Jesus tomou consigo a Pedro, João e Tiago e subiu a um monte para orar(Lc 9.28); “Certo dia Jesus estava orando em determinado lugar [...]” (Lc 11.1).

Ed René Kivitz entendeu bem o ensino e a prática da oração de Jesus e escreveu a esse respeito:

Orar é estar com Deus a portas fechadas para que ele, que nos vê em secreto, dê a recompensa. A recompensa da oração não depende da agenda de quem ora, mas do amor, da misericórdia e da bondade eterna de Deus, que em sua plena sabedoria e soberania distribui aos seus filhos boas dádivas e dons perfeitos [...] o chamado à oração não era uma exortação a falar com Deus, mas meramente estar em silêncio em sua presença. Sempre me chamou a atenção o fato de que no quarto, a portas fechadas, Deus não ouve o que dizemos, mas nos vê: a oração é muito mais uma atitude de entrega, rendição e disponibilidade do que um monólogo piedoso diante de Deus [...] a oração tem muito mais a ver com o amor do que com o poder de Deus. No quarto, a portas fechadas, Deus não é o General, o Todo Poderoso, mas o Pai [...] no quarto, a portas fechadas, a oração não é um amontoado de palavras, insistentes repetições, uma lista de assuntos a tratar com Deus [...] é o pronunciar singelo do “Aba”, o balbuciar da criança que descansa em absoluta confiança no colo do Papai do céu.[5]

  1. 4.Obediência

Depois, de acordo com o que está escrito, celebraram a festa das cabanas com o número determinado de holocaustos prescritos para cada dia. A seguir apresentaram os holocaustos regulares, os sacrifícios de lua nova e os sacrifícios requeridos para todas as festas sagradas determinadas pelo SENHOR, bem como os que foram trazidas como oferta voluntária ao SENHOR”. (3.4-5)

O cumprimento desses sacrifícios aponta para a razão da restauração do altar e do templo. Por isso são cumpridos a risca.

A obediência faz parte da espiritualidade, pois nossos sentimentos nem sempre são confiáveis. Nosso amor a Deus é demonstrado pela obediência (“Porque nisso consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados”. 1Jo 5.3). O próprio Jesus foi obediente até a morte (“[...] e foi obediente até a morte de cruz!Fp 2.8) e durante seus sofrimentos: “Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão.Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu;e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,sendo designado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque(Hb 5.7-10).

Vivemos em uma sociedade que contesta muita a obediência, mas para o cristianismo, a obediência a Deus é sinal de espiritualidade e a restauração de nossa espiritualidade passa necessariamente pela obediência a Deus.

  1. 5.Ofertas

Então eles deram dinheiro aos pedreiros e aos carpinteiros, e deram comida, bebida e azeite ao povo de Sidom e de Tiro, para que, pelo mar, trouxessem do Líbano para Jope toras de Cedro”. (Ed 3.7)

Para Jesus, dinheiro tem tudo a ver com espiritualidade. O problema na igreja evangélica hoje é que não tratamos o dinheiro assim. Quando interrogado a respeito do pagamento de impostos, ele disse: “Mais tarde enviaram a Jesus alguns dos fariseus e herodianos para o apanharem em alguma coisa que ele dissesse.Estes se aproximaram dele e disseram: “Mestre, sabemos que és íntegro e que não te deixas influenciar por ninguém, porque não te prendes à aparência dos homens, mas ensinas o caminho de Deus conforme a verdade. É certo pagar imposto a César ou não?Devemos pagar ou não?” Mas Jesus, percebendo a hipocrisia deles, perguntou: “Por que vocês estão me pondo à prova? Tragam-me um denário para que eu o veja”.Eles lhe trouxeram a moeda, e ele lhes perguntou: “De quem é esta imagem e esta inscrição?” “De César”, responderam eles. Então Jesus lhes disse: “Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. E ficaram admirados com ele.” (Mc 12.13-17). O cristão deve pagar os impostos e isso é sinal de espiritualidade. A relação entre dinheiro e espiritualidade fica ainda mais clara quando Jesus está diante da caixa de ofertas e vê uma pobre viúva ofertando: “Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas.Viu também uma viúva pobre colocar duas pequeninas moedas de cobre. E disse: “Afirmo-lhes que esta viúva pobre colocou mais do que todos os outros.Todos esses deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver(Lc 21.1-4). Dinheiro e espiritualidade têm tudo a ver, pois Deus se interessa pela essência, pelo motivo e não pela quantidade. A restauração de nossa espiritualidade passa pela nossa consciência de que ofertar é uma atitude espiritual.  

  1. 6.Louvor

Quando os construtores lançaram os alicerces do templo do Senhor, os sacerdotes, com suas vestes e suas trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos, tomaram seus lugares para louvar o Senhor, conforme prescrito por Davi, rei de Isarel. Com louvor e ações de graças, cantaram responsivamente ao SENHOR: ‘Ele é bom; seu amor a Israel dura para sempre’. E todo o povo louvou o SENHOR em alta voz, pois haviam sido lançados os alicerces do templo do SENHOR”. (3.10-11)

O apóstolo Paulo nos ensina acerca da adoração quando escreve aos efésios o seguinte: “Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito,falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor,dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo.(Ef 5.18-20).

A restauração da nossa espiritualidade passa pelo louvor, pois o louvor é o resultado de um coração grato a Deus. A espiritualidade sadia gera o verdadeiro louvor. 

Oposição:

Após o capítulo três apresentar os pilares da restauração espiritual, a narrativa nos apresenta a oposição contra tal restauração. Essa oposição acontece de duas maneiras:

  1. a.Paganismo

O povo que vivia na região adorava outros deuses e também ao SENHOR. Ou seja, o SENHOR era mais um deus adorado por este povo. Isso aconteceu quando o rei da Assíria, provavelmente Assurbanípal, mandou gente da Babilônia, de Cuta, de Hamate e de Sefarvaim habitarem nesta terra. Este fato é narrado em 2Rs 17.24-41. É por isso que Zorobabel e os demais israelitas não permitiram a participação deles na restauração do templo do SENHOR.

Hoje essa ideia se expressa através da célebre frase: “Todos os caminhos levam a Deus”. Deus é apenas mais um a ser adorado. Mas isso não funciona com o Deus em Jesus Cristo. O problema é que não adoramos os deuses babilônicos hoje, mas levantamos outros “deuses” em nossos corações, tais como o dinheiro (Mamon), a imagem pessoal, bens materiais, etc. Um grande inimigo da nossa espiritualidade é o paganismo pós-moderno que encontramos nos templos pagãos atuais, os shopping center.   

  1. b.Política

Através de três cartas, uma à Xerxes (Ed 4.6), uma à Artaxerxes I (Ed 4.7-24) e uma à Dario I (Ed 5.6 – 6.12), os inimigos tentaram parar a obra de restauração. Para a primeira carta não há relatos detalhados. Já a segunda carta resultou numa resposta do rei Artaxerxes que parou a obra de restauração do templo. A terceira carta foi respondida favoravelmente aos judeus que receberam ajuda de todos, inclusive dos inimigos para terminarem a restauração do templo.

Hoje, nossa constituição em seu artigo VI afirma: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.[6] Porém, essa não foi a realidade dos cristãos no primeiro século e não é a realidade de muitos que vivem em países mulçumanos onde é proibida a manifestação de outras crenças e não o islamismo. Isso é algo que se opõem a nossa espiritualidade. Hoje não enfrentamos, mas se enfrentarmos estaremos prontos? Não, pois mesmo hoje, com toda a liberdade que temos muitos não cultivam uma espiritualidade verdadeiramente cristã.

 

CONCLUSÃO

            A espiritualidade está na moda hoje, mas a verdadeira espiritualidade cristã está cada vez mais escassa. Como povo de Deus, precisamos da restauração da nossa espiritualidade, para levarmos outras pessoas à verdadeira espiritualidade. Para isso precisamos seguir Jesus, termos paciência, ânimo e disposição e praticarmos nossa espiritualidade no dia a dia. 



[1] KIVITZ, Ed René. Outra Espiritualidade. Fé, graça e resistência. São Paulo: Mundo Cristão, 2006, p. 68.

[2] Nesta parte ficava a Arca da Aliança e dentro dela as tábuas da Lei. Apenas o sumo sacerdote entrava uma vez por ano.

[3] OLSON, Roger. Histórias das Controvérsias na Teologia Cristã. 2000 anos de unidade e diversidade. [Trad. Werner Fuchs]. São Paulo: Vida, 2004, p. 412.

[4] CÉSAR, Elben M. Lenz. Práticas Devocionais. Exercícios de sobrevivência e plenitude espiritual. Viçosa, MG: Ultimato, 2005, p. 13.

[5] KIVITZ, 2006, pp. 71-72.

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